Esta matéria foi publicado em: 04/11/2009 |
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| O Avivamento que precisamos |
| O avivamento que necessitamos precisa ser genuinamente bíblico |
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POR: Pr. Rayfran Batista
Pode-se dizer que Deus tem os seus meios apropriados para renovar o seu
povo no decorrer dos séculos.
Quando o povo de Deus se arrepende, ora
fervorosamente, busca intensamente por sua presença e abandona
práticas, atitudes e comportamentos pecaminosos, então, Deus por sua
graça e misericórdia ateia fogo no coração do seu povo, manifesta a sua
doce presença, opera sinais e extraordinários prodígios a ponto de
convencer dezenas, centenas e milhares de corações endurecidos
quebrantando-os de forma a desejarem a santificação como a primeira e a
última virtude de suas vidas.
Avivamentos possuem características
distintas em diferentes locais, contextos, ambientes e culturas. Assim
deve-se afirmar que já existe uma marca consagrada pela história.
Nos
tempos hodiernos, observa-se, que um endurecimento de coração
caracteriza muitos dos que servem a causa do evangelho. E, neste
aspecto, é convém um grande cuidado, pois não é preciso que alguém
seja, necessariamente conhecido como herético ou teologicamente liberal
para tornar-se nominal e indiferente. Muitas vezes a indiferença está
presente em nossos cultos, em nossos púlpitos, em nossas reuniões e
também em nossas convenções.
O apego ao tradicionalismo, incontáveis
vezes, nos induz a deixar de lado algumas operações do Espírito Santo
só porque o instrumento naquele momento não está sendo “eu” ou “algum
de nós”, os ministros que estão “autorizados”. Em muitos casos e
lugares diversos, a falta de fervor ou a ausência de avivamento
espiritual não está nos membros e congregados da igreja, mas nos
líderes que se acomodam com a rotina do trabalho eclesiástico a tal
ponto que, não sentem mais a necessidade do constante mover do Espírito
Santo na congregação.
Para alguns, se a igreja já possui um número
razoável de membros, então não é necessário mais “tanta preocupação em
ganhar almas”, porque “já temos garantida a manutenção da obra e dos
obreiros”, diriam alguns. Como é lamentável tal pensamento, pois o
mesmo expressa a total ausência de avivamento espiritual naquela igreja
e, também na vida daqueles obreiros. O evangelista John R. Rice, citado
pelo pastor Russel Shedd em seu livro avivamento e renovação, coloca a
maior culpa pela falta de avivamento e a falta de empenho para ganhar
almas nos líderes da igreja. “Não é o pecador que é duro. O problema é
o pastor ou professor da Escola Dominical. Eu acho mais fácil levar o
bêbado ou prostituta para Deus do que atear fogo num pregador para
ganhar almas”! (SHEDD, 2004, p. 11).
A declaração desse evangelista é
um sinal de que há entre nós, povo de Deus a necessidade de um poderoso
avivamento espiritual como Deus enviou muitas vezes durante a história
de peregrinação do seu povo na terra.
O avivamento que precisamos hoje
envolve desde o preenchimento das necessidades básicas da vida cristã
como dedicação a oração e ao estudo da palavra de Deus até uma profunda
experiência com as manifestações sobrenaturais do poder de Deus na
igreja. Todo cristão comprometido, engajado e interessado no
crescimento da igreja deseja e busca o avivamento bíblico. Somente os
acomodados e conformados com o “status quo”, é que não se interessam
por avivamento.
A história da igreja mostra que homens ilustres como
Lutero, John Knox, Nicolau Zinzendorf, Wesley, Finney, David Brainard,
Daniel Berg e Gunnar Vingrenn, dentre tantos outros, foram homens que
não somente se interessaram mas também buscaram incessantemente em seus
dias, um poderoso avivamento do Espírito Santo.
Somente para dar um
exemplo, lembremo-nos do avivamento entre os irmãos Morávios que
começou em 13 de dezembro de 1727 entre um grupo de refugiados da
Saxônia, debaixo da tutela do Conde Von Zinzendorf, em Hernhut (Casa do
Senhor). Foi aquele pequeno grupo de crentes avivados que mostrou um
interesse incomum pela oração a ponto de iniciarem uma reunião de
oração que durou cem anos. E, neste período, daquele grupo de crentes
que permaneceu avivado, foram enviados centenas de missionários para o
mundo inteiro, inclusive para o Brasil.
O avivamento que necessitamos
precisa ser genuinamente bíblico centrado nos princípios do Antigo e do
Novo testamento; Um avivamento cristocêntrico e não antropocêntrico e
nem eclesiocêntrico. O papel principal do Espírito Santo na atual
dispensação, além de convencer o homem do pecado da justiça e do juízo
é glorificar a Jesus Cristo.
Vivemos dias em que se glorifica homens,
ministérios, líderes eclesiásticos, e até a própria Igreja; Um
avivamento que mova a Igreja no cumprimento dos propósitos para os
quais ela existe e está na terra; Um avivamento cuja ênfase maior seja
no cumprimento cabal da grande comissão de Jesus à Igreja. Que mobilize
toda a igreja à conquista das almas para o reino de Deus e não apenas
para acrescentar o número no rol de membros.
Precisamos de um
avivamento voltado para o despertamento de uma espiritualidade
equilibrada na teologia e na vida prática da Igreja; Um avivamento que
“corra”, que “ande” ou siga pelos trilhos da doutrina bíblica e não
expresse nenhuma necessidade de esconder ou omitir qualquer doutrina
das sagradas escrituras. Um avivamento que desperte a liderança cristã
para pensar e viver segundo os princípios ensinados por Jesus Cristo.
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